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FISIOTERAPIA VETERINÁRIA
Dra. Sónia farrim
Consultório Veterinário da Vigia

Já com extensa utilização a nível da medicina desportiva de equinos, a fisioterapia veterinária chega, há alguns anos aos nossos pequenos companheiros do dia-a-dia, numa vertente essencial de procura do bem estar em situações crónicas e de recuperação de lesões agudas, traumáticas ou cirúrgicas. A diferença essencial entre a fisioterapia aplicada a humanos e veterinária centra-se na cooperação do paciente.

De facto são poucos os nossos pacientes que apreciam as primeiras sessões de fisioterapia, muito embora com o tempo, a sessão venha a ser bem tolerada, ou mesmo até agradável ao animal. Como podemos então saber se estamos perante um caso que vá beneficiar de fisioterapia?

Ninguém melhor do que o médico assistente do seu animal para opinar sobre esse assunto, mas podemos adiantar que, quase todas, senão mesmo todas, as situações de aparelho locomotor podem beneficiar com esta terapêutica. Para podermos proceder à avaliação do caso temos que levar em consideração a idade, raça, altura e peso, diagnóstico médico, sintomas e historial clínico. Feito este retrato da situação, o fisioterapeuta terá que proceder, ele mesmo a uma inspecção dinâmica e estática do animal, verificando a existência de dor, movimentos limitados, deformações, atrofias e compensações.

Tendo assim estabelecidas quais as necessidades de tratamento do caso, ter-se-á que optar por uma combinação de recursos terapêuticos que melhor se adapte à situação. Os recursos fisioterapêuticos disponíveis na área dos nossos animais são:

CRIOTERAPIA
Sobejamente conhecida, é a aplicação de frio sobre a área a tratar. Resulta numa diminuição do processo inflamatório, diminuindo a dor e o espasmo muscular.

ELECTROTERAPIA
Consiste na aplicação de um estímulo eléctrico, não doloroso, que pode funcionar com diferentes tipos de corrente, sendo a mais utilizada e popular, a corrente bidireccional, com o objectivo de alcançar a analgesia da área lesionada, a drenagem linfática, o alongamento e o fortalecimento muscular, mesmo em animais com desinervação.

TERMOTERAPIA
Exactamente o oposto da crioterapia, consiste na aplicação de uma fonte de calor, lenta, que promove o relaxamento e a analgesia da zona a tratar aumentando a extensibilidade dos tecidos. As formas mais comuns de termoterapia são os raios infravermelhos e os ultrasons.

LASERTERAPIA
Sem dúvida a mais moderna e prometedora, com acção cicatrizante, analgésica, anti-inflamatória, regenerativa e supostamente osteogénica.

HIDROTERAPIA
Tal como nos humanos, a imersão diminui a carga e lógicamente permite uma alívio no peso, benéfico à recuperação. Por outro lado aumenta a flexibilidade, fortalece os músculos sem sobrecarga, aumenta o equilíbrio e a coordenação.

CINESIOTERAPIA
Terapia através do exercício, permite-nos alongar, mobilizar e fortalecer os músculos dos nossos animais, de uma forma que pode até constituir-se num momento agradável para eles, uma pequena aula de ginástica muito útil na maior parte dos casos.

MASSOTERAPIA
A mais antiga, ponto de partida para todas as técnicas de massagem disponíveis actualmente, consiste na manipulação do corpo do animal, aumentando o fluxo sanguíneo e linfático, aumentando a temperatura corporal e resolvendo as contracturas. Estimula a propriocepção do animal e tem a vantagem de se poder tornar muito agradável para eles e para os donos que podem aprender técnicas simples dissimuladas em “festinhas”.

Cabe assim ao médico assistente definir quais os recursos a utilizar e a duração e número de sessões para cada situação.

 
   
 
 
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